Tipos
de Música
Muitas
pessoas acham que "Música eletrônica" significa
Dance ou Techno, o que não é verdade.
O Techno é apenas um estilo dentro dos diversos
existentes naquilo que chamamos "Música
Eletrônica". Até mesmo bandas Pop,
que escutamos diariamente nas rádios jovens,
usam alguns elementos da música eletrônica,
assim como a música eletrônica utiliza
vários fatores de outros estilos musicais!
Para entender um pouco mais, vejamos os estilos mais importantes da música
eletrônica:
House: A música
House iniciou tudo. Pelos anos 80, DJs de Chicago e Nova York começaram
a brincar com músicas de Kraftwerk, que misturavam velhas peças
de disco e soul para depois fundi-las com o som de um novo aparelho eletrônico:
a bateria eletrônica 808 da Roland (que encaixava perfeitamente em seus
sets). O som limpo desses drums, combinado com as delicadas vozes do soul,
deram às festas uma incrível energia que foi batizada com o nome
de House, pois foi na discoteca The Warehouse de Chicago onde este tipo de
música entrou em cena pela primeira vez.É um dos estilos mais
melodiosos, ao contrário do que os leigos dizem, não há só "putz
putz putz", no house são adicionados instrumentos, órgãos,
pianos, violões... Este estilo chegou ao seu auge no final dos anos
90, dando início a todos os demais gêneros dentro do estilo house
que incluem mutações com os prefixos deep house, funky house,
vocal house, filtered house, hardhouse, dub house e tech-house. Esses são
apenas alguns. A música popularmente chamada de "Dance" geralmente
se enquadra dentro do estilo House, e não dentro do estilo Techno como
muitas pessoas pensam. Pode-se dizer que a House music é a pioneira
de todos os estilos de música eletrônica.
Acid House: O Acid House
foi o passo seguinte para a evolução na história
do rave, como um movimento. Ele se desenvolveu quando adicionaram
ao house os sons do Roland TB-303: um sintetizador -baixo
eletrônico- que ao acelerar e alterar suas freqüências
adquire um som líquido que foi denominado acid. O
Acid House, ainda que tenha aparecido primeiro em Chicago,
se desenvolveu até finais dos anos 80 na Inglaterra
e foi o real gerador das festas rave –originalmente,
denominadas "acid parties"- que tiveram como sede
a Ilha de Ibiza no verão de 87.
Techno: As raízes
do Techno são, inclusive, anteriores ao house pois
foram grupos como Kraftwerk, Parliament Funkadelic, Afrika
Bambaataa e Cybotron, os que criaram as bases da sonoridade
eletrônica desse estilo. O termo "Techno" se
atribui à cidade de Detroit, onde grupos tornaram
característico o som eletrônico gerado com instrumentos
analógicos, como o Roland TR-808. É menos melódico
do que o house, e um dos estilos que mais varia, pois perde
um pouco dos vocais e se incrementa com um pouco mais de
ritmos e grooves (sons que ficam se repetindo na música).
. O techno de Detroit conseguiu ser divulgado na Inglaterra
e acabou adquirindo tons um pouco mais fortes, transformando-se
finalmente em novos gêneros musicais, como o Acid Techno
(que incorpora o acid da TB-303), o Tech-House (misturado
com house), o HardTechno (mais forte), entre outros. Variação
do house, com bmp mais acelerada (130 em média) e
timbres mais pesados e trabalhados. Abusa dos efeitos eletrônicos,
criando um clima "esquizofrênico".
Hardcore Techno: É um
techno um pouco mais forte e rápido, que combina elementos
industriais e novas formas de armar os ritmos. É,
digamos, o equivalente ao "heavy metal" do techno.
Este estilo atraiu um novo tipo de pessoas às festas:
o público industrial e metal. Também é a
base sobre a qual desenvolveram outros gêneros, como
o Jungle (drum'n'bass) e, mais concretamente, o Gabber (muito
acelerado e escuro, tipo dark)
Breakbeat: O Breakbeat é mais
conhecido como uma música que se caracteriza pelos
samplers de ritmos hip-hop, funk, rap e electro e que logo
se modificam e alteram, em velocidade e outras coisas, para
criar os denominados "breaks". A cultura breakbeat
tem vida desde o inicio dos anos 80, e pode-se dizer que é a
mistura de Techno com Hip-Hop. Ele alcançou sua expansão
mais importante quando incorporam estes breakbeats ao hardcore
techno, com suas tonalidades escuras e rápidas que
pouco a pouco se transformaram em um novo estilo: o jungle,
posteriormente denominado Drum’n’Bass. Mas de
qualquer forma, o Breakbeat se manteve como um ritmo próprio
e está começando a nutrir novas formas e sub-gêneros:
o Big Beat (agitado e forte), o Acid Break (com TB-303s),
o Eletro Break (mais sintético), o Funky Break (com
elementos funk) e alguns outros. Breakbeats "Batidas
quebradas" em inglês.
Drum and Bass: Antigamente
denominado Jungle, é uma música cuja base rítmica
são samples de hip-hop e de reggae, acelerados e manipulados,
que servem para construir um ambiente no qual predomina a utilização
de instrumentos de percussão sobre uma base geralmente
feita com baixos fortes e prolongados. Pode ser facilmente
misturado com outros ritmos, como MPB(!), Bossa Nova(!!) e
Samba(!!!). Sim, e todas essas combinações normalmente
geram excelentes músicas, e de certa forma até trazem à cena
eletrônica outros estilos. Pode se encontrar no ritmo
influências de Hip Hop e de Reggae, esses dois eram a
mistura que criavam o Jungle, que logo evoluiu pro Drum'n'Bass,
mais versátil, com cadências mais escuras para
inspirar outros estilos.
Trance: O
Trance é um estilo criado do techno, só que um
pouco mais suave e melódico. Não tem as vozes
características do house, mas conserva essa sensação "happy" existente
nele, com sons psíquicos, extra-terrestes ou qualquer
outro, sempre suaves, que faz a pessoa entrar em transe (daí Trance).
Sua progressão característica faz com que esse
ritmo seja, extremamente, dançante e fácil de
digerir. Por isso ficou rapidamente conhecido na Europa e deu
uma mãozinha para outros subgêneros como o Acid
Trance (com TB-303s) e o Hard Trance (mais forte, menos melodia
e mais ritmo).
Goa Trance: O
Goa Trance é um estilo que está diretamente ligado às "acid
parties" ao ar livre (raves). Surgiu em Goa na Índia,
lugar onde vivem muitas comunidades hippies e aonde os europeus
vão nas suas férias. Goa é um lugar legendário
dentro da cultura psicodélica, refúgio de muitos
hippies dos anos 60, que se cansaram da cultura e forma de
vida das sociedades e se retiraram para essa paradisíaca
praia para meditar. Essas pessoas começaram a celebrar
festas psicodélicas, com misturas musicais que iam do
acid rock ao reggae e também com esse novo som, o Techno.
Boa parte dos turistas que viajaram para Goa, no início
dos anos 90, levaram com eles a música Trance e começaram
a misturar com sons psicodélicos, hipnóticos
e assim criaram um novo gênero bem definido. O ritmo é bem
parecido ao trance, mas as melodias e harmonias se tornaram
mais complexas, pois são cheios de delays (grooves)
e sons psicodélicos. Com o tempo, o Goa Trance se transformou
no que hoje chamamos de Psychodelic Trance, que é um
pouco mais forte e rápido, com mais ritmo. Essa é uma
cultura com um estilo bem diferente de festas, tendo como ponto
forte as raves.
Ambient: Dentro
da eletrônica, o Ambiente é uma música
que tem como propósito criar um âmbito sonoro
mais mental e fazer um descanso aos ritmos rápidos e
ao baile. A idéia é descansar e relaxar e depois
dançar sem parar. Também tem formas diferentes
que vão desde o escuro e profundo até o melódico
e sutil. É a música eletrônica para relaxar.
Quem se cansa na pista de dança vai para o "lounge" ouvir
ambient.
Tribal: É uma
música que incorpora elementos rítmicos e sons
de culturas tribais, indígenas, com tambores e batuques. É bastante
livre e aberto e pode se misturar também dentro de outros
gêneros. Uma característica do Tribal é que
ele é executado usualmente ao vivo, sendo "batucado" junto
com uma música eletrônica, criando assim a versão "Tribal" dessa
música.
Trip Hop: Hip
Hop sem o vocal Rap, acrescida de efeitos de música
eletrônica. Surgiu em 1994 e também é conhecido
como Downtempo. O Trip Hop é uma música essencialmente
experimental, com ensinamentos do Hip Hop, Jazz e de Ambient.
Big Beat: Estilo
Muito conhecido do público. É o som do Chemical
Brothers e Fatboy Slim, por exemplo. Um pouco mais devagar
que o drum’n’bass, mas anima qualquer pista de
dança. O maior nome do estilo, jon Carter, já se
apresentou no Brasil.
Garage: Vocais
(com predominância feminina) sobre a batida da house,
com um pé no rhythm and blues e outro na disco. O nome
do estilo se deve ao clube nova-iorquino Paradise Garage, onde
o estilo se celebrizou nas mãos do DJ Larry Levan até sua
morte em 92. Mas foram com as primeiras tentativas inglesas
de produzir a garage music, que mudou todo o seu formato. Somente
em 1996/1997 uma nova tentativa chamou a atenção
do mundo, tendo como pioneiros os produtores Matt “Jam”Lamont,
Karl “Tuff Enuff” Brown e Armand Van Helden. Em
1999, o produtor americano Erik Morillo fixou sua residência
no clube inglês Ministry of Sound e, por meio de seu
selo, subliminal, representava o Garage daquele momento mais
acelerado (de 120 BPMs originais para 130 BPMs) e usando, não
por coincidência, samples da Disco e as mesmas vocalistas
originais do PG. Seu som foi seguido por uma leva de produtores
da nova “UK Garage”. Um dos estilos mais antigos
da música eletrônica é irmão do
house.
NRG: Pronuncia-se “energy”.
Também conhecido como “baba”, é um estilo comercial,
com bases de house e vocais açucarados. Os refrões grudam na cabeça
na hora.
Gabba ou Gabber: É um
techno com ritmo aceleradíssimo, sujo e pesado. É o mais pesado
e rápido estilo de música eletrônica. Coloque um microfone
em um liqüidificador e ligue o amplificador em volume máximo, bata
numa lata com força ao mesmo tempo em que conta de 1 a 100, o mais rápido
que você consegue. Uma batida na lata a cada número. De 16 em
16 na contagem, pare um segundo e solte um arroto. A zoeira que você produzir é um
gabba acústico. O número de batidas por minuto pode chegar de
200 à 400 Bpms. Há muitos outros nomes para este estilo como
Nordcore, Speedcore, Gabba e Gabberhouse. Muitos produtores e fãs o
proclamam como um grande sucesso. Surgiu em Roterdã, Holanda em 1989.
Gabber significa "colega" em dutch.
Jungle: A sonoridade é uma mistura
de batidas quebradas e aceleradas, vindas do hip hop, com a velocidade do
hardcore, samples e as linhas de baixo do reggae (ragga), mais o modus operendi
do techno. A percusão vem fora da batida. O jungle de desdobrou no
drum’n’bass.
Ragga: Podemos dizer que é um
reggae com elementos eletrônicos.
Amen: Uma
batida suja e velocíssima, típica do Drum'n'bass
e Jungle. Seu nome origina-se da banda The Amen Brothers e é usada
em 90% das bases Jungle.
EBM: Electronic
Body Music ou Industrial. Gênero desenvolvido na Bélgica
entre 85-88 que na verdade é uma derivação
mais pesada do Electro que tem um ar industrial pelo peso no
baixo e na batida eletrônica. As bandas mais representativas
são o Front 242, T99, Tragic Error, e os mais recentes
Nine Inch Nails e Ministry.
Flipside: Ou
lado B. O outro lado de um single 7. Um exemplo de Lado B que
deu certo é Higher State of Consciousness do Josh Wink
lançado em 95 e que alcançou os top-ten 2 anos
depois.
Ambient: É a
mesma música Ambient, porém feita mesmo para
incomodar e não para relaxar. Criada por DJ Spooky usando
elementos do Jungle, tem como maior expoente e mais criativo
artista Aphex Twin.
Jazzy: Contêm
elementos de Jazz e principalmente da Bossa Nova de Tom, Vinícius
e Marcus Valle. Hoje em dia, do Deep House ao Drum'n'Bass usam
elementos jazzísticos (pianos, trumpetes, saxofones
e xilofones) e brasileiros nas texturas e vocais. Um dos exemplos
de Jazzy brasileiro são Dj Patife, Drumagic entre outros...
Progressive: É um
som mais melódico e psicodélico à música.
Existe o progressive house, progressive Drum'n'Bass (LTJ Bukem)
etc.
Dub: Não é nem
um estilo musical, mas uma remontagem ou desconstrução
de outras músicas, extremamente, instrumental, eletrônica,
suja e repetitiva. Não tem vocais, mas o vocal da música
original às vezes entra como mais um fator da bagunça
criada pelo autor da versão dub. Um expoente? Dj. Mad
Professor, que inclusive lançou um álbum só de
dub com músicas do Massive Attack.
Fonte: www.cybermano.cjb.net
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