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Prodigy elabora trilha sonora do fim do século  

Os ingleses do Prodigy, a principal atração de um menu techno-rocker: investindo no aparado cêni. Ingleses da banda foram a atração principal do Close-up planet.

Liam Howlett, o cérebro do prodigy, nasceu em agosto de 1971, dois meses depois quem Jim Morrison morreu. Os espiritualistas certamente dirão que está aí um sinal do Tito de passagem da música do passado para o futuro. Os materialistas discordarão, por motivos óbvios, mas certamente nenhum dos dois grupos deixou de admitir que howlett e o seu prodigy estejam na ponta-de-lança da música mais sintomática do fim do século.

Os ingleses do prodigy se hospedaram no hotel Crowne Plaza, na rua frei caneca. Única excentricidade: trazem uma massagista particular a tiracolo. Foram convidados para uma festinha na boate gitana, à noite (com entrada normal para o publico), na qual também tocariam roni size, Dynamite MC, Marky mark e o Dj local, Riva. “É comum, fãs do rock-n’roll nos consideram roqueiros, mas eu creio que é por causa da atitude , não pela musica”, disse Liam Howlett, em entrevista. Para ele, o álbum da década é nevermind, do nirvana, que está ali empatado com Mezzanine, do Massive attack. Adora também AC/DC, “se você quer sangue”.
Punk eletrônico, Liam Howlett lembra que, na primeira festa a que foi, em 1984, aos 13 anos, rolava áfrica bambaataa e jam sessions de hip-hop. E foi ali que ele atiçou a curiosidade. Gaba-se de ter uma das mais respeitáveis coleções de discos de vinil da Inglaterra, o que o impeliu a lançar recentemente o seu disco solo The dirtchamber sessions volume one (que terá seqüência no ano que vem, anuncia).
Mas a atitude rocker nem está tanto em howlett, que é compenetrado e arredio (e atualmente se diverte mais cuidando do seu jardim japonês do que em festas raves), mas no insano dançarino Keith Flint, de 30 anos, frontmam do grupo (com Maxim Reality). Sua figura incomum, com cortes de cabelo excêntricos e a profusão de piercings marcaram época. E de Keith um dos principais hits da banda, firestarter, que ele define como “uma onda massiva de emoções” dele mesmo.
Keith Flint divide a cena com maxim Reality (codinome de Keith Palmer, de 32 anos) o MC da banda. Mais velho do grupo, ele começou a fazer discotecagem com 14 anos. Embora assuma os vocais às vezes, sua função é de injetar sutilezas sonoras nas canções do grupo, durante as apresentações ao vivo. Fosse no jazz, seria o responsável pelo improviso. O último integrante é Leeroy Thornhill, de 29 anos e 1,90 m altura. Ele era eletricista e gostava de futebol quando foi convocado pelo prodigy.

O policiamento contou com 250 policiais militares (no metallica, por exemplo, havia apenas 100 homens), além de 250 seguranças. Além disso, houve uma equipe de 40 homens da brigada de incêndio e resgate, mais 5 médicos, 9 enfermeiros e 8 maqueiros em três postos médicos.
Uma novidade do show: oito telões com imagens coletadas por 12 micro câmeras em todos os cantos e recantos do Anhembi. As câmeras fixas ou presas ao corpo de integrantes da produção do espetáculo.
SÍNDROME BEIJO - outra onda “jovem” do show: a promoção Síndrome do beijo.
Funcionava assim: a marca de pasta de dentes que promove a jornada sorteou mochilas, camisetas, óculos, adesivos e pasta dental para os beijos mais cinematográficos que rolaram na torcida. Os beijos foram filmados no meio do público e transmitidos para o telão. Conforme a ovação da torcida, elegia-se um determinado beijo.

Fonte: Estado de São Paulo, 1999



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